Recuperação da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, MG

Cliente/contratante: Prefeitura de Belo Horizonte 

Local: Belo Horizonte, Minas Gerais 

Duração: Em execução

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O Projeto de Recuperação da Qualidade da água da Lagoa da Pampulha tem o objetivo de atender padrões de classe 3 (CONAMA 357/2005). Através da aplicação do remediador trófico Phoslock® visa-se reduzir o estoque de fósforo no sistema e controlar florações de cianobactérias tóxicas. O tratamento com o remediador será realizado ao longo dos anos 2016 e 2017.

Além do tratamento da Lagoa, os serviços incluem monitoramento Limnológico mensal da lagoa e afluentes, modelagem matemática de qualidade da água, estudos hídricos e de cargas, gerenciamento de resíduos e gestão ambiental.

 

 

20170216_093818 Aplicação Pamp

Outras atividades relacionadas: 

  • Caracterização da área de estudo;
  • Levantamento de qualidade da água da Lagoa e dos oito tributários no entorno da Lagoa com campanhas mensais em cada sistema. Na Lagoa são amostrados seis pontos, em seis diferentes áreas e nos tributários apenas um ponto por cada tributário. Análises de variáveis físico-químicas e biológicas: Temperatura, Oxigênio Dissolvido, pH, Sólidos totais, Fósforo Total.
  • Nitrogênio Total Kjeldahl, Nitrogênio Amoniacal, Nitrato, Nitrito, Orto-fosfato, DBO5, Condutividade elétrica, Sólidos Totais Dissolvidos, Coliformes termotolerantes, Comunidade zooplanctônica, Cianobactérias e Comunidade Fitoplanctônica.
  • Uso do modelo matemático DELFT 3D para modelagem oceânica e de qualidade da água:
  • Modelagem da qualidade da água simulando as seguintes variáveis: Fósforo total, Ortofosfafto, Amônia, Nitrato, Oxigênio Dissolvido, DBO, Carbono Orgânico Total, Alcalinidade, Sólidos Totais.

Sem título Modelagem

Resultado após primeira fase:

Ao longo de 2016, a Lagoa da Pampulha apresentou melhorias evidentes na qualidade de suas águas devido ao tratamento conduzido com o remediador Phoslock®. Os dados do monitoramento realizado em Janeiro de 2017 representam os resultados alcançados após a conclusão da primeira fase de tratamento intensivo. Esses resultados indicam o sucesso do tratamento com alcance dos parâmetros de Classe 3 estabelecidos pela Prefeitura de Belo Horizonte para todas as variáveis indicadoras de eutrofização, com base na Resolução CONAMA 357 de 2005. As reduções em Fósforo Total, Clorofila A e Cianobactérias alcançaram 92%, 87% e 96%, respectivamente, ao final da primeira fase de tratamento.

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Com a diminuição das concentrações de fósforo no ambiente e melhoria do estado trófico, foram também observadas alterações positivas na estrutura da comunidade fitoplanctônica, com aumento na abundância de Cryptophyceae e Chlorophyceae e queda de Cyanophyceae. Em conjunto à isso, observam-se valores bastante baixos de DBO decorrentes de uma menor demanda de oxigênio para degradação de matéria orgânica e consequente maior capacidade de depuração da Lagoa da Pampulha.

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  • Igrejinha – antes e depois do tratamento.

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  • Mergulhão – antes e depois do tratamento.

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  • Casa do Baile – antes e depois do tratamento.